CANNING’SDISTILLED GIN

30 de setembro de 2026

Lembranças da Madeira: o que trazer da ilha

As melhores lembranças da Madeira são as coisas que a ilha ainda faz pelas próprias mãos: um vinho fortificado com séculos de história, um bolo de mel que dura meses, bordado e vimes saídos de oficinas de aldeia, e um gin destilado a partir da floresta da própria ilha. Os ímanes de frigorífico podem ficar na loja; o que vale a pena cabe igualmente bem na mala.

Este guia passa pelos clássicos, pelas garrafas que valem a viagem e pela parte que quase nenhuma lista explica: como levar vidro para casa inteiro. Se ainda está na ilha a decidir o que beber hoje, e não o que levar, comece por o que beber na Madeira.

O conjunto de seis miniaturas de 10cl do gin Canning's, um formato de presente da Madeira

Os clássicos: o que toda a gente leva

O bolo de mel é o rei das malas por uma razão prática: aguenta meses sem perder nada. Escuro e denso, feito com mel de cana e especiarias, parte-se à mão, como manda a tradição, e não à faca. Os rebuçados de funcho custam trocos e têm um sabor que não existe em mais lado nenhum.

Nas peças com história, o bordado Madeira continua a ser feito à mão e paga-se como tal, e os vimes da Camacha saem de oficinas onde ainda se entrança à moda antiga. São o contrário da lembrança de aeroporto: ocupam espaço e duram décadas.

Presentes que se servem: as três garrafas da ilha

O vinho Madeira é a escolha óbvia, e com razão. Para oferecer, prefira um estilo com nome a um lote genérico: Sercial ou Verdelho para quem gosta de vinhos secos, Bual ou Malvasia para o fim da refeição. Uma garrafa de dez anos custa menos do que muitos perfumes de aeroporto e transporta quatro séculos de história.

A aguardente de cana, a base da poncha, é o que os madeirenses oferecem entre si. Junte-lhe um caralhinho de madeira e um frasco de mel da ilha e está entregue o estojo completo da bebida da terra.

A terceira garrafa é mais recente: o Canning's Dry Gin, destilado em pequenos lotes na Ribeira Brava a partir de zimbro de montanha, plantas da floresta Laurissilva, classificada pela UNESCO, maracujá e pitanga. Ganhou uma Medalha de Ouro no IWSC, em Londres, em 2018, e das três é a única garrafa que quem a recebe quase de certeza nunca viu.

Como levar garrafas no avião sem sustos

Primeiro, as regras. Uma garrafa de 70cl não entra na bagagem de mão; segue no porão, embrulhada no meio da roupa e, por precaução, dentro de um saco fechado. O que se compra no aeroporto depois do controlo de segurança viaja na cabina tal como está.

As miniaturas resolvem a questão de raiz. O limite de líquidos na bagagem de mão é de 100 ml por recipiente, e uma garrafa de 10cl fica exatamente nessa linha. A Canning's engarrafa um conjunto de seis miniaturas de 10cl a pensar nestas viagens: seis garrafas pequenas que se arrumam onde houver espaço e se transformam em seis presentes separados se a lista lá de casa tiver crescido entretanto.

E se a mala já não der: a loja envia para qualquer morada em Portugal, e a garrafa pode estar à espera no continente quando aterrar.

Onde procurar

O Mercado dos Lavradores, no Funchal, resolve a parte comestível numa só paragem: bolo de mel, rebuçados de funcho, mel e fruta da ilha. Nas lojas da zona velha encontra bordado e vinho, e as casas de vinho Madeira a sério dão a provar antes da compra. Para os vimes, a Camacha compensa a viagem; para garrafas de última hora, as lojas do aeroporto são honestamente boas.