6 de agosto de 2026
Cocktails de pitanga: misturar um fruto que não se compra
Há uma razão para nenhuma carta ter um cocktail de pitanga: o fruto não chega às lojas. Madura, a pitanga é tenra e frágil, ninguém a produz comercialmente, e a colheita vai das árvores de quintal direta para as mãos e para as compotas. Um cocktail de pitanga começa por isso num sítio invulgar - não no mercado, mas num destilado feito onde o fruto cresce.
O Canning's Dry Gin é esse destilado: feito em pequenos lotes na Ribeira Brava, na Madeira, com a pitanga entre os seus botânicos, a par do maracujá, do zimbro da montanha e das plantas da Laurissilva. Os serviços abaixo põem no copo a nota viva e delicadamente ácida do fruto sem uma única baga fresca.

Porque é o fruto a parte difícil
A pitanga é uma baga profundamente estriada que amadurece do verde ao laranja até um vermelho quase preto. Ácida quando laranja, francamente doce quando escura, sempre com um leve travo resinoso. Tudo o resto está no nosso guia sobre a pitanga; o que importa aqui é que o fruto maduro não sobrevive ao transporte. Não há produção comercial nem exportação; o sumo fica onde a árvore cresce.
Destilar resolve o que o transporte não consegue. Na Madeira, o fruto é colhido onde cresce e o seu caráter fixado no destilado. É por isso que um gin da Ribeira Brava é o caminho prático para um cocktail de pitanga em qualquer outro lugar do mundo.
O gin tónico de pitanga
O cocktail de pitanga mais simples é um gin tónico que deixa o botânico trabalhar. Uma parte de Canning's, três partes de uma boa tónica, bastante gelo, uma raspa de lima e um raminho de hortelã. Dê-lhe um momento antes do primeiro gole.
O zimbro chega primeiro. Atrás dele vem a fruta da ilha: o maracujá com a nota tropical, a pitanga com a nota mais viva e ácida que impede o copo de ficar doce. Esse travo de fruta vermelha é a pitanga.
Três cocktails do cartão Canning's
Os serviços oficiais do Canning's seguem a mesma lógica: deixar a fruta da ilha à frente. O Luxury agita o gin com Licor Beirão, limão, clara de ovo e sumo de maracujá para uma taça âmbar. O Sabores de maracujá junta-lhe Triple Sec, limão e refrigerante de maracujá sob uma espuma branca e densa. O Morango doce corre licores de morango e tangerina contra o limão fresco, sobre gelo.
Em todos eles, a pitanga que já está no gin faz um trabalho discreto: o seu travo ácido e levemente resinoso mantém a fruta em equilíbrio. As medidas e os métodos completos estão nas receitas de cocktails.
Se tiver uma pitangueira
Na Madeira, no Brasil, ou onde a árvore cresça num quintal, o fruto fresco passa a ser opção. Escolha os frutos mais escuros; a pitanga laranja é marcadamente ácida, a quase preta é doce. Esmague duas ou três pitangas maduras, sem caroço, no fundo de um copo e monte o gin tónico por cima, com bastante gelo.
Espere uma bebida mais viva e perfumada do que o gin sozinho dá. E espere fazê-la poucas vezes: o fruto amadurece ao seu próprio ritmo, e isso faz parte do encanto. Essa paciência assenta à ilha. O que faz do Canning's um gin da Madeira é o mesmo que faz o fruto fresco valer a espera: o lugar, sem pressa.